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Tratamento de DST
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 Formas de tratamento
  Cancro mole   Candidíase vaginal   Condiloma acuminado/HPV   Donovanose   Escabiose   Gonorréia   Hepatites virais   Herpes genital   Infecção por clamídia   Linfogranuloma venéreo   Molusco contagioso   Pediculose pubiana   Sífilis   Sífilis congênita   Tricomoniase
  Condiloma acuminado/HPV

Os condilomas, dependendo do tamanho e da localização anatômica, podem ser friáveis, pruriginosos, úmidos ou ceratinizados. Ainda, podem ser únicos ou múltiplos, localizados ou difusos e de tamanho variável. Tendem a aparecer em zonas que tenham sido traumatizadas durante o ato sexual. No homem é mais freqüentemente encontrado na glande e no sulco bálano-prepucial e, na mulher, na vulva, períneo, região perianal e, algumas vezes, na vagina e colo do útero. Lesões perianais, podem ocorrer em pessoas sem história prévia de penetração anal. Raramente podem estar presentes em áreas extragenitais como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea.

Não é conhecido o tempo em que o vírus (HPV) pode permanecer assintomático ou inaparente (latente) e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. Por este motivo, não é possível estabelecer o intervalo mínimo entre a infecção e o desenvolvimento de lesões, que pode ser de semanas até anos.

O tratamento do condiloma acuminado visa à remoção das lesões (verrugas, condilomas). É feito localmente, podendo ser cáustico, quimioterápico ou por cauterização. De uma forma ou de outra, constitui um desafio para médicos e pacientes devido às falhas observadas em cada uma das opções terapêuticas comumente utilizadas.Atualmente, não há disponibilidade de agentes antimicrobianos eficazes. Enquanto este tipo de tratamento não é disponibilizado, o alfa interferon natural, uma substância de múltiplas espécies, derivada de leucócitos humanos, é indicado para o tratamento de verrugas genitais.

Em geral, nenhum dos tratamentos disponíveis é igualmente eficaz para todas as pessoas, pois essa doença adquire características variadas de resistência em cada organismo. Ou seja, cada caso deverá ser avaliado separadamente para que se possa adotar a conduta mais adequada. Seja como for, as recidivas podem ocorrer e são freqüentes, mesmo com o tratamento adequado. A resposta imunológica individual é fundamental para a eliminação completa dos vírus ou redução do número de recidivas.
Algumas medidas são necessárias para se obter um melhor resultado: ênfase na adequada higiene, geral e genital; tratamento de patologias associadas, em especial infecções genitais; investigação e tratamento das parcerias sexuais e abstenção das relações sexuais durante o período de tratamento. O uso regular de preservativos nas relações sexuais é fortemente recomendado a todos os portadores de DST.

Atualmente, considera-se que a persistência da infecção pelo HPV representa o principal fator de risco para desenvolvimento do câncer do colo do útero, sendo o HPV 16 o responsável pela maior proporção de casos (50%), seguido do HPV 18 (12%). Embora o Brasil tenha sido um dos primeiros países no mundo a introduzir a citopatologia (Papanicolaou) para a detecção precoce do câncer do colo do útero, as taxas de mortalidade continuam elevadas.

Assim sendo, na tentativa de proteção contra o câncer do colo uterino, estão sendo desenvolvidos vários projetos de vacinas contra estes vírus. Tais vacinas tem objetivo apenas profilático e não de tratamento, portanto estariam indicadas para pessoas que ainda não tiveram contato com o vírus. Portanto, ainda com a existência de uma vacina profilática, não pode ser descartada a necessidade de exames preventivos de câncer de colo do útero rotineiramente.

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